{"id":709,"date":"2015-07-03T10:51:14","date_gmt":"2015-07-03T13:51:14","guid":{"rendered":"https:\/\/2oficionx.com.br\/novo\/index.php\/2015\/07\/03\/habilitacao-de-casamento\/"},"modified":"2015-07-03T10:51:14","modified_gmt":"2015-07-03T13:51:14","slug":"habilitacao-de-casamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/2oficionx.com.br\/novo\/index.php\/2015\/07\/03\/habilitacao-de-casamento\/","title":{"rendered":"HABILITA\u00c7AO, ASSENTO E CERTID\u00c3O DE CASAMENTO"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center; color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;\"><a class=\"irc_mutl i3597\" style=\"top: 20px;\" tabindex=\"0\" href=\"https:\/\/www.google.com.br\/url?sa=i&amp;rct=j&amp;q=&amp;esrc=s&amp;source=images&amp;cd=&amp;cad=rja&amp;uact=8&amp;ved=2ahUKEwielKC3stzeAhXKEpAKHQaWBbEQjRx6BAgBEAU&amp;url=https%3A%2F%2Flucascezar.jusbrasil.com.br%2Fartigos%2F522824353%2Fos-cartorios-de-todo-o-brasil-comecaram-essa-semana-a-emitir-novos-modelos-de-certidoes&amp;psig=AOvVaw0nKiuW-qSKmh3OY8EZuC2S&amp;ust=1542577301653149\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-ved=\"2ahUKEwielKC3stzeAhXKEpAKHQaWBbEQjRx6BAgBEAU\" data-noload=\"\" data-cthref=\"\/url?sa=i&amp;rct=j&amp;q=&amp;esrc=s&amp;source=images&amp;cd=&amp;cad=rja&amp;uact=8&amp;ved=2ahUKEwielKC3stzeAhXKEpAKHQaWBbEQjRx6BAgBEAU&amp;url=https%3A%2F%2Flucascezar.jusbrasil.com.br%2Fartigos%2F522824353%2Fos-cartorios-de-todo-o-brasil-comecaram-essa-semana-a-emitir-novos-modelos-de-certidoes&amp;psig=AOvVaw0nKiuW-qSKmh3OY8EZuC2S&amp;ust=1542577301653149\" data-ctbtn=\"2\"><img loading=\"lazy\" class=\"irc_mut\" style=\"margin-top: 0px;\" src=\"https:\/\/encrypted-tbn0.gstatic.com\/images?q=tbn:ANd9GcQkGU1F8_3lv-FbgYX0iZu7YS_AvvHh3euKkyHFtdKVQX7340su\" alt=\"Resultado de imagem para foto de certid\u00e3o de casamento\" width=\"309\" height=\"206\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;\"><strong>1. Quais s\u00e3o os requisitos que devem ser preenchidos para o procedimento de habilita\u00e7\u00e3o de casamento?<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;\"><strong>R:<\/strong>O requerimento de habilita\u00e7\u00e3o de casamento deve ser instru\u00eddo com os seguintes documentos:<\/p>\n<ul style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;\" type=\"disc\">\n<li>Certid\u00e3o de nascimento ou documento equivalente;<\/li>\n<li>Autoriza\u00e7\u00e3o por escrito das pessoas sob cuja depend\u00eancia estiverem ou suprimento judicial desta. No procedimento de habilita\u00e7\u00e3o de casamento de pessoa que n\u00e3o tenha dezoito anos completos, ser\u00e1 necess\u00e1rio a autoriza\u00e7\u00e3o dos pais, ou na falta de um deles, quem tem a guarda. Caso um dos pais negue o consentimento, injustamente, providenciar-se-\u00e1 o suprimento judicial;<\/li>\n<li>Declara\u00e7\u00e3o de duas testemunhas, maiores e capazes, que atestem n\u00e3o haver impedimentos;<\/li>\n<li>Certid\u00e3o de \u00f3bito do c\u00f4njuge falecido, da senten\u00e7a declarat\u00f3ria de nulidade ou de anula\u00e7\u00e3o de casamento, transitado em julgado, ou do registro da senten\u00e7a de div\u00f3rcio.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;\"><strong>2. Em se tratando de pessoa estrangeira, quais s\u00e3o os documentos adicionais que devem ser apresentados para o procedimento de habilita\u00e7\u00e3o de casamento?<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;\"><strong>R:<\/strong>O estrangeiro que pretenda casar-se no Brasil dever\u00e1 apresentar, em geral, os seguintes documentos devidamente autenticados pelo Consulado Geral do Brasil e traduzido por tradutor juramentado (a tradu\u00e7\u00e3o ser\u00e1 dispensada para os documentos provenientes de pa\u00edses de l\u00edngua portuguesa):<\/p>\n<ul style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;\" type=\"disc\">\n<li>Certid\u00e3o de nascimento atualizada;<\/li>\n<li>C\u00f3pia autenticada das folhas de passaporte;<\/li>\n<li>C\u00f3pia autenticada do bilhete de Identidade;<\/li>\n<li>Caso j\u00e1 tenha sido casado, certid\u00e3o de casamento atualizada com averba\u00e7\u00e3o do div\u00f3rcio, constando a partilha de bens;<\/li>\n<li>Procura\u00e7\u00e3o p\u00fablica com poderes para dar entrada em processo de habilita\u00e7\u00e3o de casamento, mencionando o regime de bens e o nome que passar\u00e1 adotar.<\/li>\n<li><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\"><strong>3. A noiva pode optar em manter o nome de solteira ou acrescentar o sobrenome do noivo? E quanto ao noivo?<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\"><strong>R:\u00a0<\/strong>Sim. A noiva pode manter o nome de solteira ou acrescentar o sobrenome do noivo. O mesmo direito tem o noivo. O momento correto para a op\u00e7\u00e3o ser\u00e1 no procedimento de habilita\u00e7\u00e3o de casamento.<\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\"><strong>4. Qual \u00e9 a idade m\u00ednima para casar?<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\"><strong>R:\u00a0<\/strong>\u00c9 de 16 anos, tanto para o homem, como para a mulher. O casamento de pessoas entre 16 anos completos e 18 anos incompletos depender\u00e1 de assist\u00eancia de ambos os pais, ou de seus representantes legais.<\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\"><strong>5. Em que casos se permitem o casamento de quem n\u00e3o atingiu a idade m\u00ednima (16 anos)?<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\"><strong>R: <\/strong>N\u00e3o existe, na legisla\u00e7\u00e3o vigente, permiss\u00e3o para casamento de menor absolutamente incapaz, ou seja, abaixo de 16 anos.<\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\"><strong>6 No dia da celebra\u00e7\u00e3o do casamento civil, os nubentes podem estar ausentes? Na hip\u00f3tese de representa\u00e7\u00e3o por procurador, pode ser o mesmo procurador para os dois nubentes?<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\"><strong>R:<\/strong>\u00a0Ambos nubentes podem estar ausentes na celebra\u00e7\u00e3o do matrim\u00f4nio, desde que estejam representados por procuradores, devidamente constitu\u00eddos por instrumento p\u00fablico com poderes especiais. Agora, \u00e9 indispens\u00e1vel, nessa situa\u00e7\u00e3o, que cada nubente seja representado por procurador distinto do outro, n\u00e3o se permitindo a figura do mandat\u00e1rio \u00fanico.<\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\"><strong>7 N\u00e3o podendo um dos noivos estar presente, ou ambos, como deve ser a procura\u00e7\u00e3o outorgada para a habilita\u00e7\u00e3o de casamento? E para o dia o casamento civil?<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\"><strong>R:\u00a0<\/strong>No caso da habilita\u00e7\u00e3o de casamento, a procura\u00e7\u00e3o outorgada deve ser por instrumento p\u00fablico, que dever\u00e1 conter poderes especiais para que o outorgado receba algu\u00e9m em nome do outorgante, inclusive esclarecendo o nome que passar\u00e1 usar e o regime de bens, tendo validade n\u00e3o superior a 60 dias (CNGCE\/MT- Cap\u00edtulo 8, Se\u00e7\u00e3o 8, item 8.4.4.1). Quando se tratar de procura\u00e7\u00e3o para o ato de casamento c\u00edvel, ela tamb\u00e9m dever\u00e1 ser p\u00fablica com poderes espec\u00edficos para o ato, bem como tendo prazo de validade n\u00e3o superior a 90 dias (CNGCE\/MT, Cap\u00edtulo 8, Se\u00e7\u00e3o 4, item 8.4.3.2.1 c\/c art. 1.542, C\u00f3digo Civil).<\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\"><strong>8 Tratando-se de estrangeiro, quais os documentos necess\u00e1rios para a habilita\u00e7\u00e3o de casamento?<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\"><strong>R:\u00a0<\/strong>S\u00e3o duas hip\u00f3teses:<br \/>Estrangeiro residente no Brasil:<br \/>\u2022 Certid\u00e3o de nascimento original, legalizada pelo Consulado Brasileiro no Pa\u00eds de nascimento e a sua devida tradu\u00e7\u00e3o, feita por tradutor juramentado (a certid\u00e3o de nascimento estrangeira, bem como a sua tradu\u00e7\u00e3o dever\u00e3o ser registradas previamente em Cart\u00f3rio de Registro de T\u00edtulos e Documentos) + fotoc\u00f3pia do passaporte,\u00a0<span style=\"text-decoration: underline;\">ou<\/span>\u00a0fotoc\u00f3pia autenticada da c\u00e9dula de identidade de estrangeiro permanente (RNE);<br \/>\u2022Comprovante de resid\u00eancia;<br \/>\u2022 Escritura p\u00fablica declarat\u00f3ria, feita em Tabelionato de Notas, firmada por duas pessoas que atestem que o(a) noivo(a) \u00e9 solteiro(a).<\/p>\n<p>Estrangeiro n\u00e3o-residente no Brasil:<br \/>\u2022 Certid\u00e3o de nascimento original, legalizada pelo Consulado Brasileiro no Pa\u00eds de nascimento;\u00a0<br \/>\u2022 Tradu\u00e7\u00e3o da certid\u00e3o de nascimento estrangeira feita por tradutor juramentado;\u00a0<br \/><em>Importante:<\/em>\u00a0A certid\u00e3o de nascimento estrangeira, bem como a sua tradu\u00e7\u00e3o dever\u00e3o ser registradas previamente em Cart\u00f3rio de Registro de T\u00edtulos e Documentos.\u00a0<br \/>\u2022Fotoc\u00f3pia do Passaporte;\u00a0<br \/>\u2022 Declara\u00e7\u00e3o, firmada por duas pessoas que atestem que o(a) noivo(a) \u00e9 solteiro(a), legalizada pelo Consulado Brasileiro do Pa\u00eds de resid\u00eancia. Caso esteja em outro idioma, a declara\u00e7\u00e3o dever\u00e1 ser traduzida por tradutor juramentado no Brasil.<\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\"><strong>9 Como proceder, caso o noivo (a) que esteja no estrangeiro n\u00e3o puder comparecer no dia da habilita\u00e7\u00e3o do casamento?<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\"><strong>R:\u00a0<\/strong>Dever\u00e1 fazer procura\u00e7\u00e3o p\u00fablica no Consulado Brasileiro do Pa\u00eds de resid\u00eancia no qual passar\u00e1 poderes para pessoa autorizada dar entrada na habilita\u00e7\u00e3o de casamento em seu lugar.<\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\"><strong>10. Tratando-se de noivo (a) estrangeiro e divorciado (a), como proceder na habilita\u00e7\u00e3o de casamento?<\/strong><\/p>\n<p><strong>R:\u00a0<\/strong>Dever\u00e1 apresentar certid\u00e3o de casamento original, autenticada pelo Consulado Brasileiro no Pa\u00eds de casamento, al\u00e9m da tradu\u00e7\u00e3o da certid\u00e3o de casamento estrangeira feita por tradutor juramentado. A certid\u00e3o de casamento estrangeira, bem como a sua tradu\u00e7\u00e3o dever\u00e3o ser registradas previamente em Cart\u00f3rio de Registro de T\u00edtulos e Documentos. A senten\u00e7a de div\u00f3rcio dever\u00e1 ser homologada pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) em Bras\u00edlia-DF.<\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\"><strong>11. Pode ser registrado, aqui no Brasil, no Registro Civil de Pessoas Naturais, o casamento de 2 estrangeiros, <\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\"><strong>como por exemplo, um americano e uma francesa?<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\"><strong>R:\u00a0<\/strong>N\u00e3o h\u00e1 necessidade do registro no Brasil, pois, em princ\u00edpio, os atos e fatos ocorridos em outro pa\u00eds n\u00e3o entram no registro civil. Com a certid\u00e3o do casamento autenticada pela autoridade consular, os estrangeiros provam o seu estado civil. Mas problemas podem ocorrer caso o casal aqui se divorciar, por n\u00e3o ter acesso ao registro civil. Todavia, o Supremo Tribunal Federal j\u00e1 decidiu ser admiss\u00edvel a transcri\u00e7\u00e3o do registro no Brasil de casamento de estrangeiros, celebrado no exterior.<\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\"><strong>12.Como proceder a habilita\u00e7\u00e3o de casamento envolvendo relativamente incapaz, quando da aus\u00eancia de um dos pais, portanto, n\u00e3o assistindo o (a) menor?<\/strong><br \/><strong>R:\u00a0<\/strong>Ausente um dos pais, o outro dever\u00e1 requerer o suprimento do consentimento para casar, perante o ju\u00edzo<\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\">competente, salvo se a aus\u00eancia j\u00e1 tiver sido declarada judicialmente (art. 1.631 c\/c o art. 1.634, V, C\u00f3digo Civil).<\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\"><strong>13. A vi\u00fava pode alterar o nome do casamento anterior, quando da habilita\u00e7\u00e3o do novo casamento?<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\"><strong>R:<\/strong>\u00a0H\u00e1 posicionamento doutrin\u00e1rio no sentido de que o nome de casada (o) deve ser mantido, mesmo com a morte, devendo a vi\u00fava (o) solicitar ao Poder Judici\u00e1rio, se assim desejar, o retorno a seu nome de solteira (o). Entendo ser a posi\u00e7\u00e3o correta, nos termos do art. 1.565, do C\u00f3digo Civil\/2002.<br \/>\u00a0A outra corrente defende que a vi\u00fava (o) pode subtrair o sobrenome do casamento anterior, mas desde que mantenha o nome de solteira (o), dessa forma, poder\u00e1 acrescer o sobrenome do novo (a) contraente.\u00a0<br \/>Lamana Paiva, importante Registrador do cen\u00e1rio nacional, sendo titular na comarca de Sapucaia do Sul \u2013 RS, entende que o Registrador Civil tem compet\u00eancia para efetuar a supress\u00e3o do sobrenome do\u00a0<em>de cujus<\/em>\u00a0no nome da vi\u00fava, independentemente de autoriza\u00e7\u00e3o judicial pr\u00e9via, em fun\u00e7\u00e3o do artigo 1.526 do C\u00f3digo Civil, pois a habilita\u00e7\u00e3o do casamento requer parecer do Minist\u00e9rio P\u00fablico e homologa\u00e7\u00e3o do Judici\u00e1rio. E acrescenta que essa faculdade deve ser exercida tendo como ponto de partida o nome de solteira. Por conseguinte, a vi\u00fava poder\u00e1 abandonar o nome do falecido, se assim quiser, acrescentando ao nome de solteira o sobrenome de seu novo consorte.\u00a0E conclui afirmando que a vi\u00fava poder\u00e1, em face do novo casamento: (a) Manter o nome adquirido no casamento anterior; (b) Acrescer o Sobrenome do novo consorte; (C) Somente subtrair de seu nome o do\u00a0<em>de cujus,<\/em>\u00a0acrescentando o sobrenome do futuro marido, desde que\u00a0ela n\u00e3o tenha renunciado a nenhum sobrenome de fam\u00edlia, quando do casamento anterior, ou seja,\u00a0tenha mantido o nome constante na certid\u00e3o de nascimento. Esse posicionamento \u00e9 coerente com a Consolida\u00e7\u00e3o Normativa do Rio Grande do Sul, pois o procedimento de habilita\u00e7\u00e3o deve passar pelo Poder Judici\u00e1rio. Agora, no Estado do Mato Grosso, o melhor entendimento, em virtude da habilita\u00e7\u00e3o n\u00e3o passar pelo Judici\u00e1rio, mas somente pelo Registrador, o representante do Minist\u00e9rio P\u00fablico e pelo Juiz de Paz, \u00e9 o de que o pedido de subtra\u00e7\u00e3o do sobrenome de casada (o), obrigatoriamente tem que passar o pedido previamente pelo deferimento do Poder Judici\u00e1rio.\u00a0<\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\"><strong>14 Na habilita\u00e7\u00e3o de casamento, como poder\u00e1 ser feito o acr\u00e9scimo do sobrenome o outro c\u00f4njuge?<\/strong>\u00a0<\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\">R: \u00c9 o entendimento no sentido de que na habilita\u00e7\u00e3o, o homem ou a mulher poder\u00e1 adotar o sobrenome do outro contraente, ou seja, se a mulher fez a op\u00e7\u00e3o, o que \u00e9 mais comum, o homem n\u00e3o ter\u00e1 a mesma op\u00e7\u00e3o no registro do casamento c\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\"><strong>15 \u00c9 permitido o casamento de quem ainda n\u00e3o atingiu a idade para o casamento?<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\"><strong>R:\u00a0<\/strong>Sim. Caso a pessoa tenha entre 16 e 18 anos, mister a autoriza\u00e7\u00e3o dos pais ou do representante legal, ou seja, mister \u00e0 assist\u00eancia.\u00a0<\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\"><strong>16 Como proceder na hip\u00f3tese dos pais, ou um deles, negar, injustificadamente, o consentimento para o casamento de menor relativamente incapaz (entre 16 e 18 anos)?<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\"><strong>R:\u00a0<\/strong>A denega\u00e7\u00e3o para o casamento, quando injusta, poder\u00e1 ser suprida pelo juiz (art. 1.631, par\u00e1grafo \u00fanico, CC). O procedimento para o suprimento judicial est\u00e1 previsto no artigo 1.103 e ss. do CPC, admitindo-se que o menor entre 16 e 18 anos outorgue procura\u00e7\u00e3o a advogado sem a assist\u00eancia de seu representante legal, visando evitar conflito de interesses. Mas o pr\u00f3prio Minist\u00e9rio P\u00fablico, o qual participa do processo, poder\u00e1 requerer a nomea\u00e7\u00e3o de advogado dativo para o menor p\u00fabere, aqui requerente. Sendo deferido o suprimento judicial, ser\u00e1 expedido o alvar\u00e1 a ser juntado no processo de habilita\u00e7\u00e3o de casamento, cujo regime ser\u00e1 o de separa\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria de bens (art. 1.641, inc. III, CC).<\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\"><strong>17 Um (a) vi\u00favo(a) que tiver filhos do c\u00f4njuge falecido pode se casar? E se for divorciado(a)?<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\"><strong>R:\u00a0<\/strong>S\u00e3o causas suspensivas do casamento. Nas duas hip\u00f3teses aven\u00e7adas, caso ocorra o desejo do casamento, o regime ser\u00e1 o de separa\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria de bens (vide art. 1.641, CC). Na primeira hip\u00f3tese pelo fato que dever\u00e1 fazer o invent\u00e1rio dos bens do casal e dar partilha aos herdeiros. Na segunda hip\u00f3tese, envolvendo o div\u00f3rcio, dever\u00e1 ser feito a partilha dos bens do casal. Todavia, caso seja provado que n\u00e3o haver\u00e1 preju\u00edzo para os herdeiros (primeira hip\u00f3tese)(art. 1.523, par\u00e1grafo \u00fanico, CC), ou para o outro c\u00f4njuge (segunda hip\u00f3tese), no casamento poder\u00e1 ser escolhido o regime de bens.<\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\"><strong>18 Como proceder no caso de um dos nubentes der causa \u00e0 suspens\u00e3o do casamento, por manifestar-se arrependido ou que a sua manifesta\u00e7\u00e3o de vontade n\u00e3o \u00e9 livre, por\u00e9m, retrata-se do arrependimento eficaz?<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\"><strong>R:<\/strong>Nessas hip\u00f3teses, o casamento poder\u00e1 ser realizado, pois o nubente voltou atr\u00e1s e demonstrou o desejo do casamento, mas o casamento ter\u00e1 que ser em data posterior, e n\u00e3o no mesmo dia da retrata\u00e7\u00e3o (art. 1.538, par\u00e1grafo \u00fanico, CC).<\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\"><strong>19 E se na hip\u00f3tese anterior, o casamento civil for realizado, mesmo contra a manifesta\u00e7\u00e3o de vontade de um dos nubentes?<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\"><strong>R:<\/strong>\u00a0O casamento civil celebrado ser\u00e1 inexistente, pois faltou o requisito da manifesta\u00e7\u00e3o de vontade.<\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\"><strong>20 Como proceder, se no dia do casamento civil, ambos os noivos n\u00e3o puderem comparecer para o ato?<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\"><strong>R:<\/strong>\u00a0Se ambos os noivos n\u00e3o puderem estar presente ao ato, dever\u00e1 ser outorgada procura\u00e7\u00e3o p\u00fablica para procuradores diversos. E a revoga\u00e7\u00e3o dessa procura\u00e7\u00e3o, evidentemente antes do casamento, s\u00f3 poder\u00e1 ser por instrumento p\u00fablico.<\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\"><strong>21. \u00c9 admitido o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo?<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\">R: Sim. O STJ, no julgamento do REsp.n\u00ba 1.183.378-RS, entendeu admiss\u00edvel o casamento homoafetivo, pois n\u00e3o h\u00e1 veda\u00e7\u00e3o expressa em lei, bem como est\u00e1 de acordo com os princ\u00edpios da dignidade da pessoa humana (CFB, art.1\u00ba, inc. III), da igualdade, da n\u00e3o discrimina\u00e7\u00e3o, do pluralismo e do livre planejamento familiar. No Estado de Mato Grosso o assento de casamento ser\u00e1 lavrado no livro \u2018B\u2019.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: -.35pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><span style=\"font-family: 'Segoe UI',sans-serif; color: #333333;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: -.35pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><b><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">22 No ato de habilita\u00e7\u00e3o de casamento, um dos pais se nega em dar autoriza\u00e7\u00e3o para o casamento civil de uma menor relativamente incapaz. Como a menor de idade, com 16 (dezesseis) anos, pode proceder para ter \u00eaxito em seu intento de se casar civilmente<\/span><\/b><a name=\"_Hlk73870369\"><\/a><b><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif;\">?<\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: -.35pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">R: Na hip\u00f3tese de um dos genitores n\u00e3o conceder tal autoriza\u00e7\u00e3o, sendo injusta, pode ser solicitado que o juiz a supra, consoante prev\u00ea o art. 1.519 do CCB.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: 9.2pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">O suprimento de consentimento \u00e9 regido pelo art. 1.519 do CC, que trata da n\u00e3o autoriza\u00e7\u00e3o injusta dos genitores do nubente que est\u00e1 entre os dezesseis e os dezoito anos. Al\u00e9m disso, do par\u00e1grafo \u00fanico do art. 1.517 combinado com o par\u00e1grafo \u00fanico do art. 1.634 do CC extrai-se que o consentimento para o casamento dos filhos \u00e9 proveniente do poder familiar, e exige a autoriza\u00e7\u00e3o de ambos os genitores, ainda que um deles n\u00e3o possua a guarda do filho.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: 9.2pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">Se apenas um dos pais autorizar, \u00e9 necess\u00e1ria que o adolescente promova a a\u00e7\u00e3o de suprimento de consentimento sendo assistido pelo genitor que autorizar. Se nenhum deles der a autoriza\u00e7\u00e3o, no entanto, ao adolescente ser\u00e1 nomeado um curador, nos termos do art. 72, I, do CPC.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: 9.2pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">Por fim, cabe ressaltar que o art. 1.641, III, do CC imp\u00f5e o regime de separa\u00e7\u00e3o de bens para todos que dependerem de suprimento judicial para se casar.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: -.35pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: -.35pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><b><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">23 Poder\u00e1 ser feita habilita\u00e7\u00e3o de casamento envolvendo pessoa que n\u00e3o atingiu a idade de 16 anos<\/span><\/b><a name=\"_Hlk72072504\"><\/a><b><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif;\">?<\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: -.35pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: -.35pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">R: Anteriormente, o art. 1.520 do C\u00f3digo Civil permitia o casamento de quem n\u00e3o atingiu a idade n\u00fabil, dezesseis anos, para evitar imposi\u00e7\u00e3o ou cumprimento de pena criminal ou em caso de gravidez. O C\u00f3digo Civil foi alterado em 12 de mar\u00e7o de 2019, passando a dispor &#8220;N\u00e3o ser\u00e1 permitido, em qualquer caso, o casamento de quem n\u00e3o atingiu a idade n\u00fabil, observado o disposto no art. 1.517 deste C\u00f3digo.&#8221;.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><b><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif;\">\u00a0<\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: 9.2pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">Conforme art. 1.517 do CC\/02, a capacidade matrimonial come\u00e7a com dezesseis anos. No entanto, para exerc\u00ea-la antes da maioridade civil \u00e9 necess\u00e1ria a autoriza\u00e7\u00e3o de ambos os pais ou representante legal.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: 9.2pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">Ressalte-se que o art. 1.520 do mesmo diploma, modificado pela Lei 13.811\/2019, retira a possibilidade do suprimento judicial de idade para quem n\u00e3o atingiu a idade n\u00fabil.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: 9.2pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: 9.2pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><b><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">24 O que significa o casamento putativo e quais os seus efeitos<\/span><\/b><b><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif;\">?<\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: 9.2pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><b><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">R:<\/span><\/b><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\"> <span style=\"background: white;\">Casamento putativo\u00a0(de\u00a0<em>putare<\/em>, que significa\u00a0<em>imaginar, pensar<\/em>) \u00e9 o casamento\u00a0reputado ser o que n\u00e3o \u00e9. A lei, por meio de uma fic\u00e7\u00e3o e tendo em vista a boa-f\u00e9 dos contraentes ou de um deles, vai atribuir ao casamento anul\u00e1vel, ou mesmo nulo, os efeitos do casamento v\u00e1lido, at\u00e9 a data da senten\u00e7a que o invalidou.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: 9.2pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">Ent\u00e3o, uma vez declarado o casamento putativo, o v\u00ednculo matrimonial cessa porque eivado de v\u00edcio, mas os efeitos dele resultantes permanecem.<span style=\"background: white;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm; text-align: justify; line-height: 18.0pt; background: white;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">Para a maioria da doutrina, boa-f\u00e9 significa o desconhecimento de impedimentos \u00e0 uni\u00e3o conjugal e ela deve existir no momento da celebra\u00e7\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 relev\u00e2ncia o descobrimento da exist\u00eancia de impedimento ap\u00f3s a celebra\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm; text-align: justify; line-height: 18.0pt; background: white;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">Apesar da inexist\u00eancia de texto expresso, \u00e9 regra basilar a presun\u00e7\u00e3o da boa-f\u00e9, devendo prov\u00e1-la quem a alegar.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: 9.2pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">\u00c9 de suma import\u00e2ncia relembrarmos que o c\u00f4njuge de m\u00e1-f\u00e9 tem o dever de indenizar o de boa-f\u00e9, em virtude do ato il\u00edcito praticado, cujo fundamento se encontra no art. 186 do CC\/02. Esta indeniza\u00e7\u00e3o envolve n\u00e3o apenas o dano patrimonial (gastos com o enlace, eventual ren\u00fancia a um emprego por conta do casamento) como o moral.<span style=\"background: white;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: 9.2pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333; background: white;\">Ambos podem estar de boa-f\u00e9. Assim, &#8220;a declara\u00e7\u00e3o da putatividade n\u00e3o \u00e9 pretens\u00e3o do c\u00f4njuge de boa-f\u00e9 contra o outro, nem a\u00e7\u00e3o daquele contra<\/span> <span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333; background: white;\">este; primeiro porque os dois podem ter estado de boa-f\u00e9, e, consequ\u00eancia disso, ser putativo\u00a0o casamento\u00a0em rela\u00e7\u00e3o a ambos; tamb\u00e9m porque a pretens\u00e3o \u00e9 ligada \u00e0 pr\u00f3pria institui\u00e7\u00e3o do casamento, e, tratando-se de putatividade para efeitos civis, o sujeito passivo da pretens\u00e3o \u00e0 declara\u00e7\u00e3o \u00e9 o Estado.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: 9.2pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333; background: white;\">O reconhecimento da putatividade de um casamento\u00a0traz ao(s) c\u00f4njuge(s) de boa-f\u00e9 e \u00e0 eventual prole todos os efeitos de um casamento\u00a0v\u00e1lido. Tais efeitos operam\u00a0<em>ex nunc<\/em>, quer dizer, todos os neg\u00f3cios jur\u00eddicos aperfei\u00e7oados at\u00e9 a data da senten\u00e7a anulat\u00f3ria s\u00e3o v\u00e1lidos e perfeitos.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: 9.2pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: 9.2pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">Declara\u00e7\u00e3o de putatividade<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; line-height: 18.0pt; background: white;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">O reconhecimento da putatividade pressup\u00f5e, obrigatoriamente, a decreta\u00e7\u00e3o da nulidade ou anula\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da a\u00e7\u00e3o declarat\u00f3ria de nulidade ou a anulat\u00f3ria, que obedecem o rito ordin\u00e1rio. Cabe, ainda, a cautelar de separa\u00e7\u00e3o\u00a0de corpos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; line-height: 18.0pt; background: white;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 natureza jur\u00eddica da decis\u00e3o temos que: &#8220;A parcela da senten\u00e7a que reconhece a putatividade \u00e9 de \u00edndole declarat\u00f3ria, ainda que se trate de a\u00e7\u00e3o cuja natureza seja desconstitutiva.&#8221;\u00a0<sup>[7]<\/sup>\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; line-height: 18.0pt; background: white;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">Caio M\u00e1rio da Silva Pereira, posiciona-se com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 declara\u00e7\u00e3o judicial:\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; line-height: 18.0pt; background: white;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #707070;\">&#8220;&#8230; uma vez reconhecida a boa-f\u00e9, o casamento\u00a0\u00e9 putativo,\u00a0<i>ex vi legis<\/i>. N\u00e3o cabe ao juiz conceder ou recusar o favor; compete-lhe, t\u00e3o-somente, apurar a boa-f\u00e9, em face das circunst\u00e2ncias do caso, e, sendo a prova positiva, proclamar a putatividade\u201d<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; line-height: 18.0pt; background: white;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">Ainda no campo das indaga\u00e7\u00f5es, assenta-se (&#8230;) que se o casamento putativo\u00a0\u00e9 um favor ou benef\u00edcio pode o c\u00f4njuge recus\u00e1-lo, (&#8230;), preferindo a nulidade do matrim\u00f4nio com todas as suas conseq\u00fc\u00eancias. Por esta raz\u00e3o, sustenta-se de\u00a0<i>iure condito<\/i>\u00a0que o juiz n\u00e3o pode declarar putativo\u00a0o matrim\u00f4nio sem o pedido do interessado. Quer dizer: o juiz n\u00e3o pode declar\u00e1-lo\u00a0<i>ex officio<\/i>; mas, uma vez provada a boa-f\u00e9, n\u00e3o lhe \u00e9 l\u00edcito recusar o pronunciamento da putatividade.&#8221;\u00a0<sup>[8]<\/sup>\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; line-height: 18.0pt; background: white;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">J\u00e1 para Jos\u00e9 Lamartine e Washington de Barros Monteiro a putatividade pode e deve ser declarada de of\u00edcio.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; line-height: 18.0pt; background: white;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">Yussef Cahali entende que o juiz n\u00e3o deve se manifestar<i>\u00a0ex officio.\u00a0<sup>[9]<\/sup><\/i>\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; line-height: 18.0pt; background: white;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">O que \u00e9 certo \u00e9 que os embargos declarat\u00f3rios podem ser usados para sanar eventual omiss\u00e3o na senten\u00e7a, se requerida a declara\u00e7\u00e3o da putatividade, bem como a a\u00e7\u00e3o declarat\u00f3ria, se n\u00e3o foi requerido por ocasi\u00e3o da a\u00e7\u00e3o anulat\u00f3ria. Desta forma, a aus\u00eancia de provoca\u00e7\u00e3o por parte dos interessados n\u00e3o induz \u00e0 preclus\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: 18.1pt; text-align: justify; line-height: 19.5pt; mso-outline-level: 2;\"><b><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: black;\">Legisla\u00e7\u00e3o<\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: 18.1pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: 18.1pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">CC\/02.Art. 1.561. Embora anul\u00e1vel ou mesmo nulo, se contra\u00eddo de boa-f\u00e9 por ambos os c\u00f4njuges, o casamento, em rela\u00e7\u00e3o a estes como aos filhos, produz todos os efeitos at\u00e9 o dia da senten\u00e7a anulat\u00f3ria.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: 18.1pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">\u00a7 1o Se um dos c\u00f4njuges estava de boa-f\u00e9 ao celebrar o casamento, os seus efeitos civis s\u00f3 a ele e aos filhos aproveitar\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: 18.1pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">\u00a7 2o Se ambos os c\u00f4njuges estavam de m\u00e1-f\u00e9 ao celebrar o casamento, os seus efeitos civis s\u00f3 aos filhos aproveitar\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: 18.1pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: 18.1pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">Art. 1.562. Antes de mover a a\u00e7\u00e3o de nulidade do casamento, a de anula\u00e7\u00e3o, a de separa\u00e7\u00e3o judicial, a de div\u00f3rcio direto ou a de dissolu\u00e7\u00e3o de uni\u00e3o est\u00e1vel, poder\u00e1 requerer a parte, comprovando sua necessidade, a separa\u00e7\u00e3o de corpos, que ser\u00e1 concedida pelo juiz com a poss\u00edvel brevidade.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: 18.1pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: 18.1pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">Art. 1.563. A senten\u00e7a que decretar a nulidade do casamento retroagir\u00e1 \u00e0 data da sua celebra\u00e7\u00e3o, sem prejudicar a aquisi\u00e7\u00e3o de direitos, a t\u00edtulo oneroso, por terceiros de boa-f\u00e9, nem a resultante de senten\u00e7a transitada em julgado.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: 18.1pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: 18.1pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">Art. 1.564. Quando o casamento for anulado por culpa de um dos c\u00f4njuges, este incorrer\u00e1:\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: 18.1pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">I &#8211; na perda de todas as vantagens havidas do c\u00f4njuge inocente;\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: 18.1pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">II &#8211; na obriga\u00e7\u00e3o de cumprir as promessas que lhe fez no contrato antenupcial.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: 18.1pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: -.35pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><b><span style=\"color: #333333;\">25 Quem est\u00e1 legitimado e at\u00e9 que momento para requerer \u00e0 revoga\u00e7\u00e3o da autoriza\u00e7\u00e3o para casar<\/span><\/b><b>?<\/b><span style=\"color: #333333;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: -.35pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><b><span style=\"color: #333333;\">R: <\/span><\/b><span style=\"color: #333333;\">O art. 1.518 continua a tratar da mesma autoriza\u00e7\u00e3o com a possibilidade de sua revoga\u00e7\u00e3o &#8211; pelos mesmos legitimados a d\u00e1-la &#8211; at\u00e9 a data da celebra\u00e7\u00e3o do casamento.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: -.35pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><span style=\"color: #333333;\">Sobre o assunto, elucida Fl\u00e1vio Tartuce que,\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; line-height: 18.0pt; margin: 0cm -.35pt .0001pt 4.0cm;\"><span style=\"font-size: 10.0pt; color: #333333;\">Previa originalmente o art. 1.518 do C\u00f3digo Civil que a autoriza\u00e7\u00e3o especial para o casamento poderia ser revogada pelos pais, tutores ou curadores at\u00e9 a celebra\u00e7\u00e3o do casamento. Esse comando tamb\u00e9m foi alterado pela Lei 13. 146\/2015 (Estatuto da Pessoa com Defici\u00eancia), passando a enunciar que &#8220;at\u00e9 a celebra\u00e7\u00e3o do casamento podem os pais ou tutores revogar a autoriza\u00e7\u00e3o&#8221;. Como se percebe, n\u00e3o h\u00e1 mais men\u00e7\u00e3o aos curadores, uma vez que n\u00e3o se decreta mais a nulidade das pessoas que estavam mencionadas no art. 1.548, I, do CC\/2002, ora revogado pelo mesmo Estatuto [&#8230;]..<\/span><span style=\"color: #333333;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;\">26\u00a0<\/span><b style=\"color: #435926; font-family: Arial, 'Arial Unicode MS', Helvetica, sans-serif; font-size: 13px;\">Como o estrangeiro poder\u00e1 fazer prova de idade, estado civil e filia\u00e7\u00e3o, inclusive para procedimento de habilita\u00e7\u00e3o de casamento<\/b><b style=\"color: #435926; font-family: Arial, 'Arial Unicode MS', Helvetica, sans-serif; font-size: 13px;\">?<\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: -.35pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><b>R: <\/b>Nos termos da CNGCEMT, em seu art. 1.479, os estrangeiros poder\u00e3o fazer prova de idade, estado civil e filia\u00e7\u00e3o por meio de c\u00e9dula especial de identidade ou passaporte, atestado consular e certid\u00e3o de nascimento traduzida e registrada por oficial de registro de t\u00edtulos e documentos; ademais, a prova de estado civil e filia\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m poder\u00e1 ser feita por declara\u00e7\u00e3o de testemunha ou atestado consular.<\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\" align=\"center\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\" align=\"center\"><strong>REGIME DE BENS<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\"><strong>1. O que \u00e9 o pacto antenupcial?<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\"><strong>R:<\/strong>O pacto antenupcial \u00e9 um contrato solene firmado pelos contraentes antes da celebra\u00e7\u00e3o do ato nupcial, onde se disp\u00f5em a respeito da escolha do regime de bens que dever\u00e1 vigorar enquanto durar o casamento, nos termos\u00a0 do art. 1.653\u00a0<em>usque<\/em>1.657, do C\u00f3digo Civil Brasileiro. (Diniz, Maria Helena.\u00a0<em>C\u00f3digo civil anotado.<\/em>\u00a0Saraiva. 2007)<\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\"><strong>2. A<\/strong><strong>\u00a0pessoa com 50 anos de idade pode escolher livremente o regime matrimonial de bens?<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\"><strong>R:<\/strong>Sim. Somente o maior e a maior de setenta anos t\u00eam a obrigatoriedade do regime de separa\u00e7\u00e3o de bens, exceto, se, nessa hip\u00f3tese, suceder uni\u00e3o est\u00e1vel\u00a0 de mais de dez anos consecutivos ou da qual tenham nascido filhos, onde os nubentes poder\u00e3o escolher o regime matrimonial de bens.<\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\"><strong>4. Os nubentes que se casaram antes de completar a maioridade, podem alterar o regime de bens?<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\">R: Entendo que sim. Por\u00e9m, mister se faz a autoriza\u00e7\u00e3o judicial. N\u00e3o pode ser diretamente em Servi\u00e7o de Notas e Registros.<\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\"><strong>5. Pode ser alterado o regime de bens, envolvendo pessoas maiores de setenta anos, casadas sob separa\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria de bens?<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\"><strong>R:\u00a0<\/strong>N\u00e3o. Em tal hip\u00f3tese, n\u00e3o poder\u00e1 ser alterado o regime de bens, pois entendo n\u00e3o haver amparo legal.<\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\"><strong>6. Pode ser alterado o regime de bens do casamento?<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\"><strong>R:\u00a0<\/strong>O C\u00f3digo Civil admite altera\u00e7\u00e3o do regime de bens, mediante autoriza\u00e7\u00e3o judicial em pedido formulado pelos c\u00f4njuges, apurando-se a proced\u00eancia dos motivos invocados, ressalvando-se direitos de terceiros ao teor \u00a7 2\u00ba do art.1.639.<\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\"><strong>7. Pode ser alterado o regime de bens dos casamentos realizados antes da entrada em vigor do novo C\u00f3digo Civil?<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\"><strong>R:\u00a0<\/strong>Pelo art. 2.039 do novo c\u00f3digo, a altera\u00e7\u00e3o de regime dos casamentos realizados antes da nova lei n\u00e3o seria poss\u00edvel. Disp\u00f5e o referido artigo:<br \/><em>&#8220;O regime de bens nos casamentos celebrados na vig\u00eancia do C\u00f3digo Civil anterior, Lei n\u00ba 3.071, de 1\u00ba de janeiro de 1916, o \u00e9 por ele estabelecido.&#8221;<\/em><br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Por\u00e9m, em recente julgamento pela 3\u00aa. Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, admitiu-se a possibilidade de altera\u00e7\u00e3o de regime de bens em casamentos celebrados na vig\u00eancia da lei antiga, desde que, motivada a altera\u00e7\u00e3o e respeitados os direitos dos c\u00f4njuges e de terceiros, principalmente, de herdeiros.<\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\"><strong>8.<\/strong><b style=\"color: #435926; font-family: Arial, 'Arial Unicode MS', Helvetica, sans-serif; font-size: 13px;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">\u00a0No ato de habilita\u00e7\u00e3o de casamento, um dos pais se nega em dar autoriza\u00e7\u00e3o para o casamento civil de uma menor relativamente incapaz. Como a menor de idade, com 16 (dezesseis) anos, pode proceder para ter \u00eaxito em seu intento de se casar civilmente<\/span><\/b><b style=\"color: #435926; font-family: Arial, 'Arial Unicode MS', Helvetica, sans-serif; font-size: 13px;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif;\">?<\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: -.35pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">R: Na hip\u00f3tese de um dos genitores n\u00e3o conceder tal autoriza\u00e7\u00e3o, sendo injusta, pode ser solicitado que o juiz a supra, consoante prev\u00ea o art. 1.519 do CCB.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: 9.2pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">O suprimento de consentimento \u00e9 regido pelo art. 1.519 do CC, que trata da n\u00e3o autoriza\u00e7\u00e3o injusta dos genitores do nubente que est\u00e1 entre os dezesseis e os dezoito anos. Al\u00e9m disso, do par\u00e1grafo \u00fanico do art. 1.517 combinado com o par\u00e1grafo \u00fanico do art. 1.634 do CC extrai-se que o consentimento para o casamento dos filhos \u00e9 proveniente do poder familiar, e exige a autoriza\u00e7\u00e3o de ambos os genitores, ainda que um deles n\u00e3o possua a guarda do filho.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: 9.2pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">Se apenas um dos pais autorizar, \u00e9 necess\u00e1ria que o adolescente promova a a\u00e7\u00e3o de suprimento de consentimento sendo assistido pelo genitor que autorizar. Se nenhum deles der a autoriza\u00e7\u00e3o, no entanto, ao adolescente ser\u00e1 nomeado um curador, nos termos do art. 72, I, do CPC.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: 9.2pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">Por fim, cabe ressaltar que o art. 1.641, III, do CC imp\u00f5e o regime de separa\u00e7\u00e3o de bens para todos que dependerem de suprimento judicial para se casar.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: -.35pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><b><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">9 Poder\u00e1 ser feita habilita\u00e7\u00e3o de casamento envolvendo pessoa que n\u00e3o atingiu a idade de 16 anos<\/span><\/b><b><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif;\">?<\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: -.35pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">R: Anteriormente, o art. 1.520 do C\u00f3digo Civil permitia o casamento de quem n\u00e3o atingiu a idade n\u00fabil, dezesseis anos, para evitar imposi\u00e7\u00e3o ou cumprimento de pena criminal ou em caso de gravidez. O C\u00f3digo Civil foi alterado em 12 de mar\u00e7o de 2019, passando a dispor &#8220;N\u00e3o ser\u00e1 permitido, em qualquer caso, o casamento de quem n\u00e3o atingiu a idade n\u00fabil, observado o disposto no art. 1.517 deste C\u00f3digo.&#8221;.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: 9.2pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">Conforme art. 1.517 do CC\/02, a capacidade matrimonial come\u00e7a com dezesseis anos. No entanto, para exerc\u00ea-la antes da maioridade civil \u00e9 necess\u00e1ria a autoriza\u00e7\u00e3o de ambos os pais ou representante legal.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: 9.2pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">Ressalte-se que o art. 1.520 do mesmo diploma, modificado pela Lei 13.811\/2019, retira a possibilidade do suprimento judicial de idade para quem n\u00e3o atingiu a idade n\u00fabil.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: 9.2pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: 9.2pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><b><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">10 O que significa o casamento putativo e quais os seus efeitos<\/span><\/b><b><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif;\">?<\/span><\/b><b><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">\u00a0<\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: 9.2pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><b><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">R:<\/span><\/b><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\"> <span style=\"background: white;\">Casamento putativo\u00a0(de\u00a0<em>putare<\/em>, que significa\u00a0<em>imaginar, pensar<\/em>) \u00e9 o casamento\u00a0reputado ser o que n\u00e3o \u00e9. A lei, por meio de uma fic\u00e7\u00e3o e tendo em vista a boa-f\u00e9 dos contraentes ou de um deles, vai atribuir ao casamento anul\u00e1vel, ou mesmo nulo, os efeitos do casamento v\u00e1lido, at\u00e9 a data da senten\u00e7a que o invalidou.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: 9.2pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">Ent\u00e3o, uma vez declarado o casamento putativo, o v\u00ednculo matrimonial cessa porque eivado de v\u00edcio, mas os efeitos dele resultantes permanecem.<span style=\"background: white;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm; text-align: justify; line-height: 18.0pt; background: white;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">Para a maioria da doutrina, boa-f\u00e9 significa o desconhecimento de impedimentos \u00e0 uni\u00e3o conjugal e ela deve existir no momento da celebra\u00e7\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 relev\u00e2ncia o descobrimento da exist\u00eancia de impedimento ap\u00f3s a celebra\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm; text-align: justify; line-height: 18.0pt; background: white;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">Apesar da inexist\u00eancia de texto expresso, \u00e9 regra basilar a presun\u00e7\u00e3o da boa-f\u00e9, devendo prov\u00e1-la quem a alegar.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: 9.2pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">\u00c9 de suma import\u00e2ncia relembrarmos que o c\u00f4njuge de m\u00e1-f\u00e9 tem o dever de indenizar o de boa-f\u00e9, em virtude do ato il\u00edcito praticado, cujo fundamento se encontra no art. 186 do CC\/02. Esta indeniza\u00e7\u00e3o envolve n\u00e3o apenas o dano patrimonial (gastos com o enlace, eventual ren\u00fancia a um emprego por conta do casamento) como o moral.<span style=\"background: white;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: 9.2pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333; background: white;\">Ambos podem estar de boa-f\u00e9. Assim, &#8220;a declara\u00e7\u00e3o da putatividade n\u00e3o \u00e9 pretens\u00e3o do c\u00f4njuge de boa-f\u00e9 contra o outro, nem a\u00e7\u00e3o daquele contra<\/span> <span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333; background: white;\">este; primeiro porque os dois podem ter estado de boa-f\u00e9, e, consequ\u00eancia disso, ser putativo\u00a0o casamento\u00a0em rela\u00e7\u00e3o a ambos; tamb\u00e9m porque a pretens\u00e3o \u00e9 ligada \u00e0 pr\u00f3pria institui\u00e7\u00e3o do casamento, e, tratando-se de putatividade para efeitos civis, o sujeito passivo da pretens\u00e3o \u00e0 declara\u00e7\u00e3o \u00e9 o Estado.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: 9.2pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333; background: white;\">O reconhecimento da putatividade de um casamento\u00a0traz ao(s) c\u00f4njuge(s) de boa-f\u00e9 e \u00e0 eventual prole todos os efeitos de um casamento\u00a0v\u00e1lido. Tais efeitos operam\u00a0<em>ex nunc<\/em>, quer dizer, todos os neg\u00f3cios jur\u00eddicos aperfei\u00e7oados at\u00e9 a data da senten\u00e7a anulat\u00f3ria s\u00e3o v\u00e1lidos e perfeitos.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: 9.2pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: 9.2pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">Declara\u00e7\u00e3o de putatividade<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; line-height: 18.0pt; background: white;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">O reconhecimento da putatividade pressup\u00f5e, obrigatoriamente, a decreta\u00e7\u00e3o da nulidade ou anula\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da a\u00e7\u00e3o declarat\u00f3ria de nulidade ou a anulat\u00f3ria, que obedecem o rito ordin\u00e1rio. Cabe, ainda, a cautelar de separa\u00e7\u00e3o\u00a0de corpos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; line-height: 18.0pt; background: white;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 natureza jur\u00eddica da decis\u00e3o temos que: &#8220;A parcela da senten\u00e7a que reconhece a putatividade \u00e9 de \u00edndole declarat\u00f3ria, ainda que se trate de a\u00e7\u00e3o cuja natureza seja desconstitutiva.&#8221;\u00a0<sup>[7]<\/sup>\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; line-height: 18.0pt; background: white;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">Caio M\u00e1rio da Silva Pereira, posiciona-se com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 declara\u00e7\u00e3o judicial:\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; line-height: 18.0pt; background: white;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #707070;\">&#8220;&#8230; uma vez reconhecida a boa-f\u00e9, o casamento\u00a0\u00e9 putativo,\u00a0<i>ex vi legis<\/i>. N\u00e3o cabe ao juiz conceder ou recusar o favor; compete-lhe, t\u00e3o-somente, apurar a boa-f\u00e9, em face das circunst\u00e2ncias do caso, e, sendo a prova positiva, proclamar a putatividade\u201d<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; line-height: 18.0pt; background: white;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">Ainda no campo das indaga\u00e7\u00f5es, assenta-se (&#8230;) que se o casamento putativo\u00a0\u00e9 um favor ou benef\u00edcio pode o c\u00f4njuge recus\u00e1-lo, (&#8230;), preferindo a nulidade do matrim\u00f4nio com todas as suas conseq\u00fc\u00eancias. Por esta raz\u00e3o, sustenta-se de\u00a0<i>iure condito<\/i>\u00a0que o juiz n\u00e3o pode declarar putativo\u00a0o matrim\u00f4nio sem o pedido do interessado. Quer dizer: o juiz n\u00e3o pode declar\u00e1-lo\u00a0<i>ex officio<\/i>; mas, uma vez provada a boa-f\u00e9, n\u00e3o lhe \u00e9 l\u00edcito recusar o pronunciamento da putatividade.&#8221;\u00a0<sup>[8]<\/sup>\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; line-height: 18.0pt; background: white;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">J\u00e1 para Jos\u00e9 Lamartine e Washington de Barros Monteiro a putatividade pode e deve ser declarada de of\u00edcio.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; line-height: 18.0pt; background: white;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">Yussef Cahali entende que o juiz n\u00e3o deve se manifestar<i>\u00a0ex officio.\u00a0<sup>[9]<\/sup><\/i>\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; line-height: 18.0pt; background: white;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">O que \u00e9 certo \u00e9 que os embargos declarat\u00f3rios podem ser usados para sanar eventual omiss\u00e3o na senten\u00e7a, se requerida a declara\u00e7\u00e3o da putatividade, bem como a a\u00e7\u00e3o declarat\u00f3ria, se n\u00e3o foi requerido por ocasi\u00e3o da a\u00e7\u00e3o anulat\u00f3ria. Desta forma, a aus\u00eancia de provoca\u00e7\u00e3o por parte dos interessados n\u00e3o induz \u00e0 preclus\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: 18.1pt; text-align: justify; line-height: 19.5pt; mso-outline-level: 2;\"><b><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: black;\">Legisla\u00e7\u00e3o<\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: 18.1pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">CC\/02.Art. 1.561. Embora anul\u00e1vel ou mesmo nulo, se contra\u00eddo de boa-f\u00e9 por ambos os c\u00f4njuges, o casamento, em rela\u00e7\u00e3o a estes como aos filhos, produz todos os efeitos at\u00e9 o dia da senten\u00e7a anulat\u00f3ria.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: 18.1pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">\u00a7 1o Se um dos c\u00f4njuges estava de boa-f\u00e9 ao celebrar o casamento, os seus efeitos civis s\u00f3 a ele e aos filhos aproveitar\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: 18.1pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">\u00a7 2o Se ambos os c\u00f4njuges estavam de m\u00e1-f\u00e9 ao celebrar o casamento, os seus efeitos civis s\u00f3 aos filhos aproveitar\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: 18.1pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">Art. 1.562. Antes de mover a a\u00e7\u00e3o de nulidade do casamento, a de anula\u00e7\u00e3o, a de separa\u00e7\u00e3o judicial, a de div\u00f3rcio direto ou a de dissolu\u00e7\u00e3o de uni\u00e3o est\u00e1vel, poder\u00e1 requerer a parte, comprovando sua necessidade, a separa\u00e7\u00e3o de corpos, que ser\u00e1 concedida pelo juiz com a poss\u00edvel brevidade.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: 18.1pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">Art. 1.563. A senten\u00e7a que decretar a nulidade do casamento retroagir\u00e1 \u00e0 data da sua celebra\u00e7\u00e3o, sem prejudicar a aquisi\u00e7\u00e3o de direitos, a t\u00edtulo oneroso, por terceiros de boa-f\u00e9, nem a resultante de senten\u00e7a transitada em julgado.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: 18.1pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: 18.1pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">Art. 1.564. Quando o casamento for anulado por culpa de um dos c\u00f4njuges, este incorrer\u00e1:\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: 18.1pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">I &#8211; na perda de todas as vantagens havidas do c\u00f4njuge inocente;\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: 18.1pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt;\"><span style=\"font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333;\">II &#8211; na obriga\u00e7\u00e3o de cumprir as promessas que lhe fez no contrato antenupcial.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\"><strong>11 Em caso de uni\u00e3o est\u00e1vel, como ser\u00e1 o regime de bens na hip\u00f3tese de um dos conviventes ter 60 anos ou mais?<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; text-align: justify;\"><strong>R:\u00a0<\/strong>A uni\u00e3o est\u00e1vel, quando envolver uma pessoa com sessenta anos ou mais, deve seguir a mesma regra prevista para a separa\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria de bens do casal, prevista no artigo 1.641 do C\u00f3digo Civil, conforme entendimento da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 1. Quais s\u00e3o os requisitos que devem ser preenchidos para o procedimento de habilita\u00e7\u00e3o de casamento? R:O requerimento de habilita\u00e7\u00e3o de casamento deve ser instru\u00eddo com os seguintes documentos: Certid\u00e3o de nascimento ou documento equivalente; Autoriza\u00e7\u00e3o por escrito das pessoas sob cuja depend\u00eancia estiverem ou suprimento judicial desta. No procedimento de habilita\u00e7\u00e3o de casamento &#8230; <a title=\"HABILITA\u00c7AO, ASSENTO E CERTID\u00c3O DE CASAMENTO\" class=\"read-more\" href=\"https:\/\/2oficionx.com.br\/novo\/index.php\/2015\/07\/03\/habilitacao-de-casamento\/\" aria-label=\"More on HABILITA\u00c7AO, ASSENTO E CERTID\u00c3O DE CASAMENTO\">Ler mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[19],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/2oficionx.com.br\/novo\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/709"}],"collection":[{"href":"https:\/\/2oficionx.com.br\/novo\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/2oficionx.com.br\/novo\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/2oficionx.com.br\/novo\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/2oficionx.com.br\/novo\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=709"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/2oficionx.com.br\/novo\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/709\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/2oficionx.com.br\/novo\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=709"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/2oficionx.com.br\/novo\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=709"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/2oficionx.com.br\/novo\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=709"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}